14
Setembro
2016
0
//www.danilomachado.com.br/media/user/images/original/eu-querox-preciso001_k0.png

Como o marketing manipula você

Criado: 14 Setembro 2016 | Atualizado: 17 Dezembro 2019
Tamanho da fonte
pequena
normal
grande
Versão para impressão
imprimir
“Nossa economia enormemente produtiva exige que façamos do consumo o nosso modo de vida, que transformemos a compra e uso de bens em rituais, que busquemos a nossa satisfação espiritual e do nosso ego no consumo... " Victor Lebow

EU QUERO X EU PRECISO
como o marketing manipula você?

Antes de fazer a sua próxima compra pergunte para si mesmo: eu realmente necessito deste item, ele realmente vai ser útil para minha vida ou eu estou comprando por mero desejo, somente para satisfazer um capricho que me fará me sentir um pouco melhor ou para me destacar socialmente?
Por que uma mulher necessita de um bolsa Louis Vuitton de quinze mil reais? Será que um bolsa que custe quinhentos reais não resolveria o mesmo problema?
Por que a maioria dos homens, se tivessem a chance, compraria um Ferrari de 2 milhões de reais? Seria apenas para chegar mais rápido ao trabalho?
Claro que não há uma lógica racional para responder esse tipo de pergunta, pois elas podem ser respondidas apenas pelo hemisfério direito do nosso cérebro, onde as emoções reinam absolutas.
Mas esse desejo, que beira a irracionalidade, não é um acaso da natureza. Ele foi pensado, planejado e arquitetado para que assim funcionasse.
É como sempre digo: se você não tem um plano para suas finanças; suas finanças, farão parte do plano de alguém.
Antes da Revolução Industrial nossos hábitos de consumo eram norteados por necessidades. Se precisássemos de um par de sapatos, compraríamos apenas um par de sapatos e nada mais. No entanto após a revolução industrial as fábricas precisavam dar vazão a uma quantidade cada vez maior de produtos, que não parava de crescer.
Por este motivo, uma mudança no comportamento de consumo seria necessária para escoar a enxurrada de produtos que invadia o mercado, sem precedente histórico até o momento.
Foi então que - um gênio do marketing para alguns e um vilão para outros - o economista e analista de vendas norte americano Victor Lebow teve uma grande sacada. Mudar a demanda de consumo por necessidade para o consumo por desejo. Lebow, entendeu que se continuássemos a consumir somente quando necessário a curva de crescimento da economia seria muito modesta e o momento histórico em questão - logo após as Segunda Guerra Mundial que arruinou a economia das maiores potências do planeta principalmente os Estados Unidos - exigia um verdadeiro choque econômico que tirasse o seu país da crise e o colocasse de volta nos trilhos do crescimento.
Seu enunciado, rege a sociedade de consumo até os dias de hoje:

“Nossa economia enormemente produtiva exige que façamos do consumo o nosso modo de vida, que transformemos a compra e uso de bens em rituais, que busquemos a nossa satisfação espiritual e do nosso ego no consumo. Nós precisamos que as coisas sejam consumidas, gastas, substituídas e descartadas em um ritmo cada vez mais acelerado”

Isso criou um novo tipo de escravo e a senzala passa ser a nossa própria rotina. Acordamos cedo, vamos ao trabalho, ganhamos dinheiro, assistimos milhares de comerciais que nos convencem que o que temos é feio, careta e inútil. Por isso vamos ao shopping e gastamos tudo com coisas legais das quais não precisamos e por isso precisamos de mais dinheiro para comprar mais coisas legais que se tornarão, dentro de uma semana, feias, caretas e inúteis…
O vazio existencial que todos nós sentimos, que outrora seria preenchido pela religião, pelos laços de amor familiares, pelo convívio social e por todos os valores que nos tornam verdadeiramente humanos foram substituídos pelo ritual de consumo de Lebow que como uma droga, nos traz satisfação momentânea e logo depois nos enche de mais desejo de uma dose cada vez maior.
A forma de demarcar o nosso papel e importância dentro da sociedade mudou de características pessoais ( personalidade, valores morais, habilidade social, contribuições sociais ) para hábitos de consumo. Quanto maiores, melhores e mais caros forem os hábitos de consumo de uma pessoa, maior será status e prestígio dentro da sociedade.

Então antes de comprar o seu próximo item, reflita um pouco e pense, se você realmente está comprando porque realmente precisa ou se está sendo, mais uma vez, vítima do sistema do consumo por desejo.

Grande Abraço,

Danilo Machado

Instagram: @danilomachado50k
FaceBook: DaniloMachadoPalestrante
YouTube: DaniloMachadoPalestrante




O que você achou desta informação?


0

 

Comentários

Faça parte da notícia, deixe seu comentário, expresse sua opinião.
E-mail protegido, também não gostamos de SPAM

Sua mensagem foi enviada com sucesso!